Comissão confere andamento de obra de habitação em Massaranduba

Área de Atuação
Habitação, Encostas e Macrodrenagem

As paredes dos 29 prédios que vão sendo erguidas em Massaranduba  devem abrigar até o final do ano o sonho da casa própria de 174 famílias que moravam em palafitas de Alagados. Parte desses beneficiários tem acompanhado o andamento das obras através da comissão de bairro. Nessa última quarta (12) foi realizada mais uma visita da comissão a obra junto com a equipe técnica. 

Caroláine Santos de Freitas esteve presente e pode entrar em um dos apartamentos mais adiantados. “Eu gostei. Parece maior agora que está com o acabamento. Estava filmando e fotografando para mostrar ao meu esposo, o pessoal fica ansioso para saber como está a obra”, conta a integrante da comissão. As unidades de 37m² possuem dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço e estão divididas em 3 pavimentos com 2 apartamentos cada. A área externa terá estacionamento, caminhos de acesso e áreas de lazer. No total são cerca de R$10 milhões de investimento, recurso do PAC II. 

A comissão de bairro é uma das ações do Projeto Integrado de Desenvolvimento Socioambiental, o PIDSA, que tem oferecido uma série de oficinas, encontros e cursos voltados para a geração de emprego e renda, além de trabalhar temas como educação ambiental, auto estima e educação patrimonial para garantir a adaptação das famílias à nova realidade. 

Com a construção das 174 unidades, a CONDER segue trabalhando para dar mais qualidade de vida e moradia digna às famílias que habitavam nas palafitas de Alagados. Essa, que já foi considerada a maior favela da América do Sul, vem recebendo investimentos em urbanização integrada e habitação desde a década de 90. Segundo integrantes da Rede Cammpi (Comissão de Articulação e Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe), que também integra a comissão, a participação social tem garantido que os projetos iniciais fossem aperfeiçoados e atendessem melhor às necessidades das famílias.  

Reginaldo Bonfim, mais conhecido como Reginho, atua nos projetos habitacionais na região desde 1998 pela Rede Cammpi: “De tanto acompanhar as obras nós viramos engenheiros. Passamos a ter uma sapiência em tecnologia de construção e interferir para modificar. A gente é chato, suamos a camisa e vemos de perto a construção”, conta Reginho.