Bairro do Santo Antônio, no Centro Histórico, ganha requalificação de ruas e calçadas

Área de Atuação
Centro Antigo de Salvador
Obra está sendo tocada pela CONDER

Depois de 20 anos o bairro do Santo Antônio, em Salvador, ganha o mesmo padrão de preservação que o Pelourinho já tem de rebaixamento subterrâneo das fiações de eletricidade e telecomunicações. A requalificação de ruas e calçadas – e rebaixamento de fios – no Santo Antônio, está a cargo da diretoria de Habitação e Urbanização Integrada da Companhia. Ainda no Centro Histórico (CHS), a CONDER também já fez a requalificação e o rebaixamento de fios na Rua Chile que agora vai passar pela retirada definitiva dos postes.

O Santo Antônio está inserido na poligonal de tombamento do Centro Histórico da capital baiana como ‘Patrimônio do Brasil’ através pelo IPHAN em 1984. No entanto, o bairro não foi contemplado com rebaixamento de fios na recuperação do Pelourinho na década de 1990. Segundo os urbanistas e estudiosos o excesso de fios aéreos é um dos itens que mais comprometem a paisagem dos centros históricos. De acordo com o IPHAN, órgão federal vinculado ao Ministério do Turismo, o Brasil detém 94 áreas tombadas em 70 cidades históricas, mas somente 10% delas atendem as obrigações normativas, uma das quais é o rebaixamento subterrâneo de fiações.

Paralelepípedo, calçadas e nova iluminação

“As obras no Santo Antônio incluem a requalificação de 17 mil m² de ruas e calçadas, o rebaixamento subterrâneo dos fios, com vala técnica e 16 mil metros de tubos para eletricidade e telecomunicações”, explica Maurício Mathias, diretor de Habitação e Urbanização Integrada. Ele relata ainda que a remoção de postes, novo projeto de iluminação, calçadas acessíveis e a substituição do asfalto por ruas com paralelepípedos também complementam os serviços. “As ruas em paralelepípedo restauram as características do espaço urbano tombado como patrimônio cultural e contribuem para equalização climática do bairro”, destaca Mathias.

Segundo o coordenador das ações da CONDER no CAS, Querobim Lemos, mais de 40 pessoas estão envolvidas na intervenção, entre operários, arquitetos, engenheiros, arqueólogo, assistentes sociais, fiscais, cabos de turma e apoios administrativos. “Visando minimizar o impacto para a população fazemos a proteção e a limpeza diária dos trechos em execução da obra”, relata Lemos. O arquiteto fiscal da obra, Raul Chagas, acrescenta que o setor social mantém diálogo permanente com a população além de mobilização explicativa constante da obra. Contatos com o setor social são feitos via telefone (71) 3116-6760 e endereço socialpacpav@conder.ba.gov.br.